quarta-feira, 5 de agosto de 2009
TITULOS DA EDIÇÃO DE AGOSTO
JORNAL FOLCLORE
Rua Capelo e Ivens, 63 - 2000-039– SANTARÉM
Apartado 518 - 2000–906 SANTARÉM – E-mail: jornalfolclore@gmail.com
Telefone e Fax: 243 599 429 – TM 919126732
Bem-vindo ao Jornal Folclore on-line
N.º 162 (AGOSTO 2009)
EDITORIAL
Ainda os Óscares
Uma organização estrangeira acaba de distinguir duas personalidades portuguesas pelo trabalho oferecido à causa do folclore, elegendo-as para receberem uma distinção – um Óscar. Congratulemo-nos por isso. O troféu simboliza o reconhecimento à dedicação e premeia o altruísmo de pessoas que desenvolvam, ou tenham desenvolvido, uma reconhecida acção na “difusão e protecção das tradições populares” dos seus países, “trabalhando com entusiasmo e amor pela cultura popular”. Citamos o presidente do organismo mentor do projecto, em entrevista concedida ao Jornal Folclore, publicada na anterior edição.
O galardão contemplou este ano mais duas individualidades do movimento folclórico de Portugal: José Maria Marques, ex-vice presidente da Federação do Folclore Português (FFP), tragicamente desaparecido no fatídico acidente de viação ocorrido em 1996 com o Grupo da Região do Vouga em viagem por França no regresso a Portugal, e Fernando Ferreira da Silva, actual presidente da FFP, que justifica a distinção num auto-elogio incerto em entrevista que publicámos na página 9 da anterior edição. O ano passado coube a Augusto Gomes dos Santos a honraria da atribuição.
O nosso País não tem o hábito de reconhecer o mérito do trabalho dos seus subservientes. Pelo menos nas coisas da cultura popular. E uma resolução da UNESCO, ratificada por Portugal em 26 de Março de 2008, obriga o Estado português a dar atenção aos promotores e preservadores da dita cultura popular. Entre os quais os responsáveis pela promoção do folclore e enquanto protectores das tradições. Uma continuada distracção do Estado pela recomendação do organismo internacional, não causará estranheza, tendo em conta o que nos diz sabiamente o adágio popular: “Pelo andar da carruagem se sabe quem vai lá dentro”.
Que ao menos, algum reconhecimento chegue lá de fora. Quanto mais não seja para nos aliviar de alguma mácula sentida pela apatia do Estado que temos.
Manuel João Barbosa
NOTA EDITORIAL
Lopes Graça
Quando em 1996 entrevistámos o maestro Fernando Lopes Graça para a revista Folclore, que então se publicava sob a nossa responsabilidade, ouvimos-lhe a seguinte afirmação: “Os grupos folclóricos que existem não correspondem a nenhuma realidade do povo português. Por isso não havia mal nenhum que desaparecessem todos!”. Confessamos o choque que sentimos ao ouvir a frontalidade do compositor. Porque entenderia o musicólogo, assim relativamente à representação tradicional que ele não encontrava nos grupos folclóricos? Interrogámo-nos.
Hoje compreendemos o sentido da sua afirmação e a dimensão das suas palavras. Nos anos passados de então, mostraram-nos que – salve-se raras excepções – os verdadeiros factos folclóricos não existiriam no trabalho da esmagadora maioria dos auto-denominados “ranchos folclóricos”. E em abono da verdade, muitos grupos que então existiam “não correspondiam a nenhuma realidade do povo português”, como fazia salientar o maestro.
Convenhamos que hoje – como ontem – aquilo que alguns (muitos) grupos folclóricos fazem e mostram não tem seguramente nada de folclórico. Sentimos o peso das nossas palavras, sem receio de quebrarmos perante a sua pressão.
Aurélio Lopes, antropólogo e atento estudioso da cultura popular, escreveu na edição de Julho passado na sua secção Esfinge: “O problema é a imagem estigmatizada que o dito folclore entretanto adquiriu. Imagem, essa decorrente de uma inadequada concepção da prática, com reflexos inevitáveis no conteúdo, por parte de muitos dos actuais agrupamentos!” E reforçou: “A verdade é que muito do folclore nacional (ou tido como tal) é uma mentira! São as promíscuas fraudes que proliferam um pouco por todo o país: as “almas algarvias”, os “fandangos varapaus”, as “pauliteiras de Miranda”, o excesso estereotipado de personagens cromáticos. É o ritmo frenético e a excessiva elaboração coreográfica. Fraudes voluntárias e involuntárias, conscientes e inconscientes, que fazem de muita da representação folclórica em Portugal um “faz de conta” volátil entre o “ser” e o “parecer”!”.
De forma irreflectida os bons projectos – felizmente que os há! – são sempre metidos no conjunto daqueles que “não correspondem a nenhuma realidade do povo português”, como entendia Lopes Graça.
As regras para a representação-figuração-retratação dos elementos folclóricos não estão definidas e as águas tardam em se separar. O folclore-tradição está numa corrente; o folclore-recreio noutra. Este, numa corrente ainda maior.
O director
DESTAQUES
Tempos atrás proibia-se o fabrico e comercialização dos produtos de confecção artesanal. Agora…
Campanha ‘Portugal, a Minha Primeira Escolha’ aconselha o consumo de produtos tradicionais
Por: Manuel João Barbosa
Está em curso uma nova campanha publicitária promovida pela Associação Empresarial Portuguesa de incentivo ao consumo de produtos nacionais. A campanha está a decorrer até ao final do ano com um orçamento de 1 milhão e meio de euros. Apela-se ao consumo de produtos de origem portuguesa, com vista dinamizar a economia. O queijo de cabra constituiu o prato de entrada num almoço integralmente confeccionado com produtos produzidos em Portugal e típicos da cultura portuguesa oferecido a vários deputados da Assembleia da República, que se preocuparam na defesa e comercialização dos produtos de características tradicionais.
(Desenvolvimento na edição impressa)
Reportagem
Rancho Folclórico “As Cerejeiras de Fetais”
O Rancho Folclórico “As Cerejeiras de Fetais” foi fundado em 1983. Desajustado da realidade tradicional local, veio algum tempo depois a absorver alguns aspectos culturais populares da região onde se insere, depois de ter desenvolvido um exaustivo trabalho de investigação no domínio do folclore, enquanto, ao mesmo tempo foi recuperado o que foi possível de um vasto património etnográfico que se perdia irremediavelmente. Resgataram-se à voragem do tempo alguns trajes, e registaram-se danças e cantigas. Inverter o rumo inicialmente traçado, para dignificação da cultura popular da sua região, foi o objectivo primeiro. Um adequado e correcto trabalho de retratação popular está em curso, a um passo de se tornar tão fidedigno quanto possível a uma realidade tradicional de uma época que o tempo está a apagar.
(Desenvolvimento na edição impressa)
FolkCantanhede - A região gandareza vibrou com o folclore do mundo
Seis formações folclóricas oriundas de outros tantos países do mundo levaram a festa do seu folclore a todo o concelho de Cantanhede, animando durante oito dias a região gandareza. O FolkCantanhede saiu do reduto citadino da anfitriã Cantanhede e foi até às freguesias – cerca de 23 – fazer a festa mas também deixar a mensagem da paz e da fraternidade entre os povos do mundo. Mas a festa maior aconteceu no encerramento do Festival.
Manuel João Barbosa
A Gala final decorreu na majestosa Praça Marquês de Marialva, que se apresentava repleta de público em toda a sua enorme dimensão. Os grupos participantes, nacionais e estrangeiros, chegaram em desfile organizado ao grande recinto, para primeira admiração de muito público. Ao palco subiu primeiramente o grupo de bombos “Sempre a Bombar” da Cordinhã, uma freguesia do concelho. Os bombos ribombaram anunciando o início da grande festa. Mas foi o Grupo Folclórico da Corredoura (Guimarães) que deu o mote para o desfile do folclore dos 7 países representados.
(Desenvolvimento na edição impressa)
NOTÍCIAS
- Autarca de Marco de Canavezes agredido em espectáculo de folclore
- Grupo de folclore mexicano cancelou viagem a Portugal devido à gripe A
- Festival do Rancho do Cartaxo foi ponto alto das Festas da cidade
- Porto de Mós: Festival da Lagoa Grande com bons momentos de folclore
- Rancho de Vila Nova do Coito ofereceu em Almoster uma admirável festa de folclore
- Coruche: Rancho Regional do Sorraia ofereceu bom Festival no seu 44.º aniversário
- Golegã: Oficina de Cultura Popular fez análise do conhecimento etnográfico adequado ao folclore
- Folclore de Faro encantou no Chipre
- Festival Internacional de Folclore Silvalde 2009
- Rancho Folclórico de Erra promoveu Workshop Etnográfico de Fotografia
- Madeira: Grupo de Folclore da Boa Nova esteve na Croácia e no Continente
- Rancho Tecedeiras na Suíça
- Rancho Folclórico “Os Campinos de Remscheid” (Alemanha) festeja este ano o 30.º aniversário
- Festa do linho na Corredoura
- Rancho S. Cosme de Gemunde, Maia, comemorou 49.º aniversário com Festival de Folclore
- Rancho Folclórico e Artístico de Antões festejou aniversário
- ‘Povo que lavas no Rio Águeda’ levou milhares à antiga piscina fluvial
- Grupo Folclórico de S. Cosme assinalou o 50.º aniversário
- Rancho Folclórico do Cartaxo actuou em França
- Recriação etnográfica na Glória do Ribatejo fez reviver o casamento como há cem anos
- Tradição e folclore no FestiBatalha
- 40 ANOS - Grupo Folclórico da Região do Vouga, Mourisca do Vouga (Águeda). Danças e cantares do mundo sobre o rio Águeda
- Cortelha (Loulé) vai respirar tradição e cultura
- Serenata Futrica em Coimbra
- INATEL: encerramento dos Cursos de Instrumentos Populares
- Rancho de Gouveia comemorou as Bodas de Ouro
- Rancho da Casa do Minho ofereceu tarde de Folclore em Belém
SECÇÕES
Carta ao director
“O comportamento é um espelho onde cada um revela a sua imagem”
Esfinge
Senso comum e ridículo, pelo Dr. Aurélio Lopes
INOVAÇÃO/TRADIÇÃO
Braços no ar. Pelo Eng.º Manuel Farias
* PORQUE NÃO TE CALAS?
* FOI NOTÍCIA… HÁ 13 ANOS
FESTIVAIS
Realizações no mês de Agosto
A S S I N E
Subscreva a assinatura enviando o pedido ao
Apartado 518 – 2000-906 SANTARÉM
ou e-mail: jornalfolclore@gmail.com
Europa: 17,50 € * Europa: 20,00 € * Fora da Europa¨25,00 €
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Telefone e Fax: 243 599 429 – TM 919126732
Bem-vindo ao Jornal Folclore on-line
N.º 162 (AGOSTO 2009)
EDITORIAL
Ainda os Óscares
Uma organização estrangeira acaba de distinguir duas personalidades portuguesas pelo trabalho oferecido à causa do folclore, elegendo-as para receberem uma distinção – um Óscar. Congratulemo-nos por isso. O troféu simboliza o reconhecimento à dedicação e premeia o altruísmo de pessoas que desenvolvam, ou tenham desenvolvido, uma reconhecida acção na “difusão e protecção das tradições populares” dos seus países, “trabalhando com entusiasmo e amor pela cultura popular”. Citamos o presidente do organismo mentor do projecto, em entrevista concedida ao Jornal Folclore, publicada na anterior edição.
O galardão contemplou este ano mais duas individualidades do movimento folclórico de Portugal: José Maria Marques, ex-vice presidente da Federação do Folclore Português (FFP), tragicamente desaparecido no fatídico acidente de viação ocorrido em 1996 com o Grupo da Região do Vouga em viagem por França no regresso a Portugal, e Fernando Ferreira da Silva, actual presidente da FFP, que justifica a distinção num auto-elogio incerto em entrevista que publicámos na página 9 da anterior edição. O ano passado coube a Augusto Gomes dos Santos a honraria da atribuição.
O nosso País não tem o hábito de reconhecer o mérito do trabalho dos seus subservientes. Pelo menos nas coisas da cultura popular. E uma resolução da UNESCO, ratificada por Portugal em 26 de Março de 2008, obriga o Estado português a dar atenção aos promotores e preservadores da dita cultura popular. Entre os quais os responsáveis pela promoção do folclore e enquanto protectores das tradições. Uma continuada distracção do Estado pela recomendação do organismo internacional, não causará estranheza, tendo em conta o que nos diz sabiamente o adágio popular: “Pelo andar da carruagem se sabe quem vai lá dentro”.
Que ao menos, algum reconhecimento chegue lá de fora. Quanto mais não seja para nos aliviar de alguma mácula sentida pela apatia do Estado que temos.
Manuel João Barbosa
NOTA EDITORIAL
Lopes Graça
Quando em 1996 entrevistámos o maestro Fernando Lopes Graça para a revista Folclore, que então se publicava sob a nossa responsabilidade, ouvimos-lhe a seguinte afirmação: “Os grupos folclóricos que existem não correspondem a nenhuma realidade do povo português. Por isso não havia mal nenhum que desaparecessem todos!”. Confessamos o choque que sentimos ao ouvir a frontalidade do compositor. Porque entenderia o musicólogo, assim relativamente à representação tradicional que ele não encontrava nos grupos folclóricos? Interrogámo-nos.
Hoje compreendemos o sentido da sua afirmação e a dimensão das suas palavras. Nos anos passados de então, mostraram-nos que – salve-se raras excepções – os verdadeiros factos folclóricos não existiriam no trabalho da esmagadora maioria dos auto-denominados “ranchos folclóricos”. E em abono da verdade, muitos grupos que então existiam “não correspondiam a nenhuma realidade do povo português”, como fazia salientar o maestro.
Convenhamos que hoje – como ontem – aquilo que alguns (muitos) grupos folclóricos fazem e mostram não tem seguramente nada de folclórico. Sentimos o peso das nossas palavras, sem receio de quebrarmos perante a sua pressão.
Aurélio Lopes, antropólogo e atento estudioso da cultura popular, escreveu na edição de Julho passado na sua secção Esfinge: “O problema é a imagem estigmatizada que o dito folclore entretanto adquiriu. Imagem, essa decorrente de uma inadequada concepção da prática, com reflexos inevitáveis no conteúdo, por parte de muitos dos actuais agrupamentos!” E reforçou: “A verdade é que muito do folclore nacional (ou tido como tal) é uma mentira! São as promíscuas fraudes que proliferam um pouco por todo o país: as “almas algarvias”, os “fandangos varapaus”, as “pauliteiras de Miranda”, o excesso estereotipado de personagens cromáticos. É o ritmo frenético e a excessiva elaboração coreográfica. Fraudes voluntárias e involuntárias, conscientes e inconscientes, que fazem de muita da representação folclórica em Portugal um “faz de conta” volátil entre o “ser” e o “parecer”!”.
De forma irreflectida os bons projectos – felizmente que os há! – são sempre metidos no conjunto daqueles que “não correspondem a nenhuma realidade do povo português”, como entendia Lopes Graça.
As regras para a representação-figuração-retratação dos elementos folclóricos não estão definidas e as águas tardam em se separar. O folclore-tradição está numa corrente; o folclore-recreio noutra. Este, numa corrente ainda maior.
O director
DESTAQUES
Tempos atrás proibia-se o fabrico e comercialização dos produtos de confecção artesanal. Agora…
Campanha ‘Portugal, a Minha Primeira Escolha’ aconselha o consumo de produtos tradicionais
Por: Manuel João Barbosa
Está em curso uma nova campanha publicitária promovida pela Associação Empresarial Portuguesa de incentivo ao consumo de produtos nacionais. A campanha está a decorrer até ao final do ano com um orçamento de 1 milhão e meio de euros. Apela-se ao consumo de produtos de origem portuguesa, com vista dinamizar a economia. O queijo de cabra constituiu o prato de entrada num almoço integralmente confeccionado com produtos produzidos em Portugal e típicos da cultura portuguesa oferecido a vários deputados da Assembleia da República, que se preocuparam na defesa e comercialização dos produtos de características tradicionais.
(Desenvolvimento na edição impressa)
Reportagem
Rancho Folclórico “As Cerejeiras de Fetais”
O Rancho Folclórico “As Cerejeiras de Fetais” foi fundado em 1983. Desajustado da realidade tradicional local, veio algum tempo depois a absorver alguns aspectos culturais populares da região onde se insere, depois de ter desenvolvido um exaustivo trabalho de investigação no domínio do folclore, enquanto, ao mesmo tempo foi recuperado o que foi possível de um vasto património etnográfico que se perdia irremediavelmente. Resgataram-se à voragem do tempo alguns trajes, e registaram-se danças e cantigas. Inverter o rumo inicialmente traçado, para dignificação da cultura popular da sua região, foi o objectivo primeiro. Um adequado e correcto trabalho de retratação popular está em curso, a um passo de se tornar tão fidedigno quanto possível a uma realidade tradicional de uma época que o tempo está a apagar.
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FolkCantanhede - A região gandareza vibrou com o folclore do mundo
Seis formações folclóricas oriundas de outros tantos países do mundo levaram a festa do seu folclore a todo o concelho de Cantanhede, animando durante oito dias a região gandareza. O FolkCantanhede saiu do reduto citadino da anfitriã Cantanhede e foi até às freguesias – cerca de 23 – fazer a festa mas também deixar a mensagem da paz e da fraternidade entre os povos do mundo. Mas a festa maior aconteceu no encerramento do Festival.
Manuel João Barbosa
A Gala final decorreu na majestosa Praça Marquês de Marialva, que se apresentava repleta de público em toda a sua enorme dimensão. Os grupos participantes, nacionais e estrangeiros, chegaram em desfile organizado ao grande recinto, para primeira admiração de muito público. Ao palco subiu primeiramente o grupo de bombos “Sempre a Bombar” da Cordinhã, uma freguesia do concelho. Os bombos ribombaram anunciando o início da grande festa. Mas foi o Grupo Folclórico da Corredoura (Guimarães) que deu o mote para o desfile do folclore dos 7 países representados.
(Desenvolvimento na edição impressa)
NOTÍCIAS
- Autarca de Marco de Canavezes agredido em espectáculo de folclore
- Grupo de folclore mexicano cancelou viagem a Portugal devido à gripe A
- Festival do Rancho do Cartaxo foi ponto alto das Festas da cidade
- Porto de Mós: Festival da Lagoa Grande com bons momentos de folclore
- Rancho de Vila Nova do Coito ofereceu em Almoster uma admirável festa de folclore
- Coruche: Rancho Regional do Sorraia ofereceu bom Festival no seu 44.º aniversário
- Golegã: Oficina de Cultura Popular fez análise do conhecimento etnográfico adequado ao folclore
- Folclore de Faro encantou no Chipre
- Festival Internacional de Folclore Silvalde 2009
- Rancho Folclórico de Erra promoveu Workshop Etnográfico de Fotografia
- Madeira: Grupo de Folclore da Boa Nova esteve na Croácia e no Continente
- Rancho Tecedeiras na Suíça
- Rancho Folclórico “Os Campinos de Remscheid” (Alemanha) festeja este ano o 30.º aniversário
- Festa do linho na Corredoura
- Rancho S. Cosme de Gemunde, Maia, comemorou 49.º aniversário com Festival de Folclore
- Rancho Folclórico e Artístico de Antões festejou aniversário
- ‘Povo que lavas no Rio Águeda’ levou milhares à antiga piscina fluvial
- Grupo Folclórico de S. Cosme assinalou o 50.º aniversário
- Rancho Folclórico do Cartaxo actuou em França
- Recriação etnográfica na Glória do Ribatejo fez reviver o casamento como há cem anos
- Tradição e folclore no FestiBatalha
- 40 ANOS - Grupo Folclórico da Região do Vouga, Mourisca do Vouga (Águeda). Danças e cantares do mundo sobre o rio Águeda
- Cortelha (Loulé) vai respirar tradição e cultura
- Serenata Futrica em Coimbra
- INATEL: encerramento dos Cursos de Instrumentos Populares
- Rancho de Gouveia comemorou as Bodas de Ouro
- Rancho da Casa do Minho ofereceu tarde de Folclore em Belém
SECÇÕES
Carta ao director
“O comportamento é um espelho onde cada um revela a sua imagem”
Esfinge
Senso comum e ridículo, pelo Dr. Aurélio Lopes
INOVAÇÃO/TRADIÇÃO
Braços no ar. Pelo Eng.º Manuel Farias
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* FOI NOTÍCIA… HÁ 13 ANOS
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ou e-mail: jornalfolclore@gmail.com
Europa: 17,50 € * Europa: 20,00 € * Fora da Europa¨25,00 €
terça-feira, 7 de julho de 2009
TíTULOS DA EDIÇÃO DE JULHO
JORNAL FOLCLORE
Rua Capelo e Ivens, 63 - 2000-039– SANTARÉM
Apartado 518 - 2000–906 SANTARÉM – E-mail: jornalfolclore@gmail.com
Telefone e Fax: 243 599 429 – TM 919126732
Bem-vindo ao Jornal Folclore on-line
N.º 161 (JULHO 2009)
EDITORIAL
Dia do Folclore Nacional
Em apontamento Editorial que fizemos publicar na edição de Maio, manifestávamos a expectativa de que a comemoração do Dia do Folclore Nacional, programada para o dia 31 do mesmo mês em Espinho, se revelasse de excepcional impacto, traduzindo-se num acto intensamente participado pelo movimento folclórico. A Federação do Folclore Português mandou tocar a rebate, apelando a uma presença maciça dos grupos seus membros associados, por forma a se constituírem numa imensa parada reveladora de uma enorme mobilização. Responderam positivamente mais de duas centenas de grupos, que se representaram por aproximadamente dois mil elementos activos. Pode dizer-se que a adesão foi mobilizadora.
No Dia do Folclore Nacional tentou-se uma vez mais despertar atenções para a grande realidade do movimento, ao mesmo tempo que se procura que o trabalho dos grupos folclóricos seja entendido e reconhecido. Entendido pela sociedade e reconhecido pelas instâncias oficiais, pelo Governo. O ministro da cultura esteve em Espinho e testemunhou in-loco a força do folclore. E levou recados para Lisboa. Recados corajosos do Presidente da Federação do Folclore Português e do líder da autarquia de Espinho. Como de outras entidades. E viu nos olhos dos milhares de folcloristas uma total aprovação. Duvida-se dos efeitos que possam surtir. Mas as mensagens foram veementes e destemidas.
Manuel João Barbosa
NOTA EDITORIAL
Dinheiros públicos
I – A Câmara Municipal de Espinho aceitou ser anfitriã de duas iniciativas da Federação do Folclore Português (FFP), que decorreram na sua cidade nos dias 30 e 31 de Maio – a cerimónia da entrega dos Óscares, atribuídos pela União Internacional das Federações dos Grupos de Folclore e as comemorações do Dia do Folclore Português. A autarquia de Espinho disponibilizou para os dois eventos uma verba que delimitou às suas disponibilidades financeiras. A Câmara de Espinho foi boa anfitriã das entidades estrangeiras e de alguns convidados portugueses, a maioria em exercício de funções. Um bom exemplo da amabilidade nacional, que nos caracteriza. Ambas as iniciativas tiveram repercussão nacional e sobretudo internacional, muito em especial por parte dos convidados estrangeiros.
O Jornal Folclore foi convidado a fazer a reportagem dos referidos acontecimentos, enquanto órgão de imprensa escrita da especialidade. Sem outros encargos para a organização – a FFP – estivemos em Espinho o tempo necessário para a cobertura dos dois eventos.
II – Em escrito divulgado num fórum na Internet, Arlindo dos Santos, ataca violentamente a organização e ciumenta-se pela nossa estada “durante 3 dias (!) num hotel, com tudo pago, dizem pela Câmara Municipal de Espinho, ou seja, dinheiro saído do bolso dos contribuintes”, diz o subscritor na sua lamúria. Eloquente a conclusão do cibernauta, que entende as iniciativas como “autênticas feiras de vaidades”. Interroga-se o signatário: “E para quê? Quem soube deste evento? Não vi qualquer notícia nos jornais ou televisões… exceptuando o jornal Folclore, ou não fosse ele um dos convidados a ficar 3 dias alojado num hotel, com tudo pago!”.
Mau grado, Arlindo dos Santos não terá sido convidado. E só por isso caiu o “Carmo e a Trindade”. O subscritor manifesta-se ainda: “Ai que saudades eu tenho do Jornal Folclore quando desmascarava todos os meses nas suas páginas o mau funcionamento da Federação do Folclore Português. Agora são tudo rosas”.
Esclarecemos, se por mais não fora, que a nossa postura enquanto responsável por este órgão de comunicação social, não se vende por uma estada num hotel. Tão pouco nos aliciam almoços, jantaradas, subidas aos palcos e outros privilégios. Criticamos quando entendemos dever fazê-lo. E disso temos dado sobejas provas, não olhando a quem e não atendendo a eventuais afeições que nos liguem aos citados.
“Comprometemo-nos a respeitar os princípios deontológicos da imprensa e a ética profissional, de modo a não poderem prosseguir apenas fins comerciais nem abusar da boa fé dos leitores, encobrindo ou deturpando a informação”, determina o art.º 2 do Estatuto Editorial do Jornal Folclore, regulado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
III – O signatário promoveu no mesmo dia das comemorações do Dia do Folclore Português uma festa que reuniu mais de seis dezenas de grupos. A sua iniciativa foi, da mesma forma, patrocinada por uma autarquia – a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Logo paga, igualmente, com “dinheiro saído do bolso dos contribuintes”. A verba atribuída pela autarquia de Vila Franca ter-se-á aproximado da verba facultada pela de Espinho. A iniciativa que decorreu em Vila Franca de Xira teve a repercussão que teve, cingida à particularidade da organização. Em Espinho o âmbito da realização terá extravasado as fronteiras do País.
Manuel João Barbosa
DESTAQUES
- Distinguidas 12 personalidades nacionais e estrangeiras com trabalho meritório na defesa e salvaguarda do Folclore. O Folclore de Portugal abraçou o mundo
- Dois mil folcloristas celebraram o folclore nacional. Dia do Folclore Português particularmente assinalado em Espinho
- ‘A Minha Terra é Viana’: espectáculo etno-folclórico comemorativo dos 750 Anos do município de Viana do Castelo
NOTÍCIAS
- 10 e 11 de Julho, em Águeda. Povo que Lavas no Rio Águeda
- Sectores da Europa do Sul e África do CIOFF reúnem em Lisboa
- Associações de Folclore de Santarém e de Tomar em caminhos cruzados
- Bodas de Diamante – Grupo Lavradeiras da Meadela e Grupo Regional de Moreira da Maia
- Santarém: Folclore do País abriu a Feira Nacional de Agricultura
- Na Festa de Folclore e Amizade do programa ‘O Povo a Cantar’. Folclore de manhã ao pôr-do-sol
- Velhos costumes revividos na Feira Rural em Paranhos
- Encontro de Cultura Tradicional Minhota em Lisboa. Folclore do Minho mostrou-se na Praça da Figueira
- Folclore de qualidade no Festival do Rancho Luz dos Candeeiros
- Rancho da Fajarda comemorou 30.º aniversário com Festival de Folclore
- Ao Toque do Adufe- Rancho Folclórico da Boidobra apresenta tradições no Teatro Cine da Covilhã
- Peso da Régua: Jornadas Etno-folclóricas debateram o associativismo
- Deslocação à Suíça do Grupo Etnográfico Rusga de Joane
- Homenageado director do Rancho da Casa do Povo de Pinhal Novo
- Rancho da Santa Casa da Misericórdia de Soure festejou 14.º aniversário
- Os Serranos em Espanha
- Inaugurada sede-museu do Grupo Etnográfico de Almalaguês
- Rancho da Golegã recriou no palco costumes populares locais
- Grupo Etnográfico de Albergaria-a-Velha comemorou as Bodas de Prata
- Grupo de Macieira da Maia inaugurou sede
- Perosinho – Inaugurada a Eira do Rancho de Perosinho
- Torres Novas: Rancho da Casa do Povo de Olaia realizou Festival
- Rancho “As Florinhas” das Caldas de S. Jorge comemorou aniversário
OPINIÃO
O Folclore Vila Nova de Famalicão – uma revisitação da memória do Estado Novo
SECÇÕES
* Esfinge - A verdade da mentira. Por Dr. Aurélio Lopes
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*FOI NOTÍCIA… HÁ 13 ANOS
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Europa: 17,50 € * Europa: 20,00 € * Fora da Europa¨25,00 €
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Apartado 518 - 2000–906 SANTARÉM – E-mail: jornalfolclore@gmail.com
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Bem-vindo ao Jornal Folclore on-line
N.º 161 (JULHO 2009)
EDITORIAL
Dia do Folclore Nacional
Em apontamento Editorial que fizemos publicar na edição de Maio, manifestávamos a expectativa de que a comemoração do Dia do Folclore Nacional, programada para o dia 31 do mesmo mês em Espinho, se revelasse de excepcional impacto, traduzindo-se num acto intensamente participado pelo movimento folclórico. A Federação do Folclore Português mandou tocar a rebate, apelando a uma presença maciça dos grupos seus membros associados, por forma a se constituírem numa imensa parada reveladora de uma enorme mobilização. Responderam positivamente mais de duas centenas de grupos, que se representaram por aproximadamente dois mil elementos activos. Pode dizer-se que a adesão foi mobilizadora.
No Dia do Folclore Nacional tentou-se uma vez mais despertar atenções para a grande realidade do movimento, ao mesmo tempo que se procura que o trabalho dos grupos folclóricos seja entendido e reconhecido. Entendido pela sociedade e reconhecido pelas instâncias oficiais, pelo Governo. O ministro da cultura esteve em Espinho e testemunhou in-loco a força do folclore. E levou recados para Lisboa. Recados corajosos do Presidente da Federação do Folclore Português e do líder da autarquia de Espinho. Como de outras entidades. E viu nos olhos dos milhares de folcloristas uma total aprovação. Duvida-se dos efeitos que possam surtir. Mas as mensagens foram veementes e destemidas.
Manuel João Barbosa
NOTA EDITORIAL
Dinheiros públicos
I – A Câmara Municipal de Espinho aceitou ser anfitriã de duas iniciativas da Federação do Folclore Português (FFP), que decorreram na sua cidade nos dias 30 e 31 de Maio – a cerimónia da entrega dos Óscares, atribuídos pela União Internacional das Federações dos Grupos de Folclore e as comemorações do Dia do Folclore Português. A autarquia de Espinho disponibilizou para os dois eventos uma verba que delimitou às suas disponibilidades financeiras. A Câmara de Espinho foi boa anfitriã das entidades estrangeiras e de alguns convidados portugueses, a maioria em exercício de funções. Um bom exemplo da amabilidade nacional, que nos caracteriza. Ambas as iniciativas tiveram repercussão nacional e sobretudo internacional, muito em especial por parte dos convidados estrangeiros.
O Jornal Folclore foi convidado a fazer a reportagem dos referidos acontecimentos, enquanto órgão de imprensa escrita da especialidade. Sem outros encargos para a organização – a FFP – estivemos em Espinho o tempo necessário para a cobertura dos dois eventos.
II – Em escrito divulgado num fórum na Internet, Arlindo dos Santos, ataca violentamente a organização e ciumenta-se pela nossa estada “durante 3 dias (!) num hotel, com tudo pago, dizem pela Câmara Municipal de Espinho, ou seja, dinheiro saído do bolso dos contribuintes”, diz o subscritor na sua lamúria. Eloquente a conclusão do cibernauta, que entende as iniciativas como “autênticas feiras de vaidades”. Interroga-se o signatário: “E para quê? Quem soube deste evento? Não vi qualquer notícia nos jornais ou televisões… exceptuando o jornal Folclore, ou não fosse ele um dos convidados a ficar 3 dias alojado num hotel, com tudo pago!”.
Mau grado, Arlindo dos Santos não terá sido convidado. E só por isso caiu o “Carmo e a Trindade”. O subscritor manifesta-se ainda: “Ai que saudades eu tenho do Jornal Folclore quando desmascarava todos os meses nas suas páginas o mau funcionamento da Federação do Folclore Português. Agora são tudo rosas”.
Esclarecemos, se por mais não fora, que a nossa postura enquanto responsável por este órgão de comunicação social, não se vende por uma estada num hotel. Tão pouco nos aliciam almoços, jantaradas, subidas aos palcos e outros privilégios. Criticamos quando entendemos dever fazê-lo. E disso temos dado sobejas provas, não olhando a quem e não atendendo a eventuais afeições que nos liguem aos citados.
“Comprometemo-nos a respeitar os princípios deontológicos da imprensa e a ética profissional, de modo a não poderem prosseguir apenas fins comerciais nem abusar da boa fé dos leitores, encobrindo ou deturpando a informação”, determina o art.º 2 do Estatuto Editorial do Jornal Folclore, regulado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
III – O signatário promoveu no mesmo dia das comemorações do Dia do Folclore Português uma festa que reuniu mais de seis dezenas de grupos. A sua iniciativa foi, da mesma forma, patrocinada por uma autarquia – a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Logo paga, igualmente, com “dinheiro saído do bolso dos contribuintes”. A verba atribuída pela autarquia de Vila Franca ter-se-á aproximado da verba facultada pela de Espinho. A iniciativa que decorreu em Vila Franca de Xira teve a repercussão que teve, cingida à particularidade da organização. Em Espinho o âmbito da realização terá extravasado as fronteiras do País.
Manuel João Barbosa
DESTAQUES
- Distinguidas 12 personalidades nacionais e estrangeiras com trabalho meritório na defesa e salvaguarda do Folclore. O Folclore de Portugal abraçou o mundo
- Dois mil folcloristas celebraram o folclore nacional. Dia do Folclore Português particularmente assinalado em Espinho
- ‘A Minha Terra é Viana’: espectáculo etno-folclórico comemorativo dos 750 Anos do município de Viana do Castelo
NOTÍCIAS
- 10 e 11 de Julho, em Águeda. Povo que Lavas no Rio Águeda
- Sectores da Europa do Sul e África do CIOFF reúnem em Lisboa
- Associações de Folclore de Santarém e de Tomar em caminhos cruzados
- Bodas de Diamante – Grupo Lavradeiras da Meadela e Grupo Regional de Moreira da Maia
- Santarém: Folclore do País abriu a Feira Nacional de Agricultura
- Na Festa de Folclore e Amizade do programa ‘O Povo a Cantar’. Folclore de manhã ao pôr-do-sol
- Velhos costumes revividos na Feira Rural em Paranhos
- Encontro de Cultura Tradicional Minhota em Lisboa. Folclore do Minho mostrou-se na Praça da Figueira
- Folclore de qualidade no Festival do Rancho Luz dos Candeeiros
- Rancho da Fajarda comemorou 30.º aniversário com Festival de Folclore
- Ao Toque do Adufe- Rancho Folclórico da Boidobra apresenta tradições no Teatro Cine da Covilhã
- Peso da Régua: Jornadas Etno-folclóricas debateram o associativismo
- Deslocação à Suíça do Grupo Etnográfico Rusga de Joane
- Homenageado director do Rancho da Casa do Povo de Pinhal Novo
- Rancho da Santa Casa da Misericórdia de Soure festejou 14.º aniversário
- Os Serranos em Espanha
- Inaugurada sede-museu do Grupo Etnográfico de Almalaguês
- Rancho da Golegã recriou no palco costumes populares locais
- Grupo Etnográfico de Albergaria-a-Velha comemorou as Bodas de Prata
- Grupo de Macieira da Maia inaugurou sede
- Perosinho – Inaugurada a Eira do Rancho de Perosinho
- Torres Novas: Rancho da Casa do Povo de Olaia realizou Festival
- Rancho “As Florinhas” das Caldas de S. Jorge comemorou aniversário
OPINIÃO
O Folclore Vila Nova de Famalicão – uma revisitação da memória do Estado Novo
SECÇÕES
* Esfinge - A verdade da mentira. Por Dr. Aurélio Lopes
* PORQUE NÃO TE CALAS?
*FOI NOTÍCIA… HÁ 13 ANOS
FESTIVAIS
Realizações no mês de Julho
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Europa: 17,50 € * Europa: 20,00 € * Fora da Europa¨25,00 €
sexta-feira, 29 de maio de 2009
TITULOS DA EDIÇÃO DE JUNHO
JORNAL FOLCLORE
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EDIÇÃO N.º 160 (JUNHO 2009)
Nota Editorial
Esquecer a tradição…
A televisão, num apontamento de reportagem, exaltava num programa matinal o sentimento das raparigas de Miranda do Douro por “ousarem representar”, citamos, a popularizada ‘dança guerreira’, conhecida como ‘Dança dos Pauliteiros’. Alegava-se que os rapazes descuram a prática tradicional, e vai daí as graciosas moçoilas de Miranda – quais mulheres das tropas greco-romanas… – arregaçaram as mangas, envergaram as vestes guerreiras (?) e de paus em riste, foram à luta, que é como quem diz: à dança de combate.
A popular dança mirandesa dos paulitos terá origem na dança pírrica dos Gregos. Os dançadores simulam o ataque e a defesa na batalha. A representação figurada de actos guerreiros é assim encaminhada para um desempenho estritamente masculino, se quisermos levar à risca a retratação da tradição mirandesa, de tempos seculares. A figuração apresentada pelos grupos tradicionais de Pauliteiros, vem do tempo em que o povo da região transmontana criou a mítica dança – ou a aculturou – exigindo que o seu desempenho seja coisa de homens. Ou a tradição já não é o que era…
A prática que agora grupos de mulheres estão a incrementar, não terá nada do folclore que as gentes transmontanas criaram de forma anónima e que veio a arreigar-se de jeito tão apaixonado entre as comunidades de várias zonas do Planalto Mirandês e não só.
No apontamento televiso, apelava-se a que se “esquecesse a tradição” e se desse ao sexo feminino a prática da dança exclusiva dos homens. Um apelo legítimo pelo direito à recreação, ao divertimento e ao convívio. Mas a representação do folclore acaba aqui. Não chamemos a essas formações grupos tradicionais ou etnográficos, porque não estão de acordo com a génese da criação popular – o facto folclórico.
EDITORIAL
Aí estão os Festivais
Calcula-se que cerca de mil e quinhentos Festivais de Folclore irão animar os fins-de-semana de Maio a Setembro. Julho e Agosto há muito deixaram de ser os meses exclusivos para receberem as programações folclóricas, por razões que se prendem com a falta de disponibilidade dos grupos mais representativos, e também pelo direito a férias dos cooperantes nos meses especiais de estio. Junho e Setembro já se inundam de Festivais, e nalguns casos os meses Março e Abril, e mais tarde de Outubro já recebem muitas realizações, quando existem as alternativas que permitam que o Festival se desenrole em recintos cobertos. Temos assim um já curto período do ano que o movimento folclórico se aquieta nas suas representações cantadas e bailadas, contrariamente ao que se verificava anos atrás. Pelo Norte do País é conhecida uma intensa actividade dos grupos nos meses de Dezembro e Janeiro, recriando e fazendo reviver o folclore religioso do ciclo natalício e o cantar das Janeiras. Uma tradição não arreigada em boa parte do centro e do sul do País. O tradicional costume até já tem honras de espectáculo encenado, mostrando-se nos palcos de sumptuosas salas ou de simples instalações associativas.
Abrimos então os braços à nova época dos Festivais. Alheios a crises sociais e económicas, porque nestas coisas do folclore, tudo anda à volta da carolice, mesmo que haja encargos com a cortesia de oferecer a refeição aos grupos convidados.
DESTAQUES
Espaço vivo de memórias e tradições. Centro de Documentação e Estudos Etnográficos inaugurado na Glória do Ribatejo
Manuel João Barbosa
“Havia ali [na Glória do Ribatejo] um filão etnográfico a explorar”, escreveu Alves Redol em 1938 quando divagou por terras glorianas, e onde permaneceu longa temporada, para escrever a sua tão popularizada obra “Glória, uma Aldeia do Ribatejo”. Com efeito, a Glória – hoje uma das mais prósperas Freguesias do concelho de Salvaterra de Magos – sempre se distinguiu por uma peculiar atitude cultural das suas gentes. Talvez por isso o escritor terá denominado a pacata aldeiazinha de montado de então, como “uma ilha dentro do Ribatejo”.
“Não conheço em todo o Ribatejo percorrido, outra aldeia que irradie mais simpatia por atributo próprio”. Invocamos uma vez mais Alves Redol, que descrevia assim o sentimento que o assolou quando se “hospedou” no pacato lugar da charneca do Ribatejo, plantado entre rico e vasto montado, que espera a machada para, em cada nove anos, oferecer a cortiça.
De forma reiterada temos, nestas páginas, dado a conhecer costumes e hábitos peculiares que diferenciam a cultura gloriana de um outro qualquer recanto do País.
O Folclore do Ribatejo quer apagar o esteriótipo da ‘saia encarnada’
Manuel João Barbosa
Longe vai o tempo em que as vermelhas saias da indumentária das bailadoras dos ranchos do Ribatejo cunhavam a marca dum folclore ilusório da Lezíria – e não só – como o ex-libris do traje da Borda d’Água. A realidade da peça do vestuário feminino tradicional era, contudo, bem diferente daquilo que inúmeras formações queriam fazer ver. A investigação mais recente veio provar alguma contradição no uso quase maciço da garrida saia pelos grupos folclóricos. Afinal, outras matizes eram tão ou mais frequentes nos tecidos, que não só o vermelho. Generalizou-se então a saia encarnada entre os ranchos que se foram formando, copiando o pitoresco exibido por outros, contrariando a realidade etnográfica das respectivas zonas de inserção. O esteriótipo estava criado.
Durante décadas inúmeros grupos da região do Ribatejo espalharam a colorida imagem “etnográfica” da indumentária tradicional feminina, exaltando o alegórico traje – saia vermelha e blusa branca. Vestidas de forma uniformizada, a cor rubra sobressaía no palco da representação, apoiada sempre por uma apurada técnica de execução das danças. As plateias aplaudiam frenéticamente o bonitinho que as encarnadas saias e o sincronismo da execução bailada ofereciam.
(Desenvolvimento na edição impressa)
Reportagens
Feira Rural Portuguesa recebeu milhares de visitantes. Velhos costumes na Feira rural em Arcozelo
Manuel João Barbosa
A recriação e velhos hábitos de outros tempos, que permitiam trocar por alguns dinheiros os produtos da horta, do fumeiro ou da arte de uma qualquer bordadeira, passaram uma vez mais pelo Parque Santa Maria Adelaide, na popularizada vila de Arcozelo (Vila Nova de Gaia), tão conhecida por factos religiosos ligados ao aparecimento do corpo incorrupto de Maria Adelaide. A iniciativa da Federação do Folclore Português reuniu centenas de vendedores, figurando a tradição retratada por cerca de setenta grupos folclóricos, e recebeu a visita de milhares de visitantes.
A Feira Rural que a Federação do Folclore Português promove desde há 14 anos, levou ao aprazível Parque da conhecida vila de Arcozelo (Vila Nova de Gaia), dezenas de retratos vivos de hábitos de outrora, quando as gentes rurais procuravam, no marcado do largo da aldeia, angariar proventos para a sua sobrevivência, trocando por alguns réis os produtos cultivados nos hortejos ou os enchidos de carne do suíno criado no chiqueiro do quintal. (…)
(Desenvolvimento na edição impressa)
Peregrinação de ranchos e grupos folclóricos. Dois mil trajes do folclore nacional matizaram o Santuário de Fátima
Manuel João Barbosa
Cerca de duas centenas de grupos e ranchos folclóricos mostraram em Fátima aproximadamente dois mil trajes das suas representações etnográficas. O Santuário recebeu a VII peregrinação do movimento folclórico nacional, uma iniciativa da Federação do Folclore Português, que conta com o apoio da Reitoria do Santuário. As vestes, simples ou mais elaboradas da tradição portuguesa, coloriram o espaço sagrado,
Grande parte dos grupos folclóricos federados respondeu afirmativamente à chamada da Federação do Folclore Português (FFP), participando em mais uma grande manifestação de representação e de Fé, integrando a peregrinação do folclore nacional a Fátima. A iniciativa, que tem merecido o melhor apoio da Reitoria do Santuário, tem sido extraordinariamente bem acolhida pelos grupos e ranchos de folclore, comparecendo de forma numerosa em representação do movimento folclórico. No dia 26 de Abril estariam no Santuário a cerca de dois mil trajes regionais. (…)
(Desenvolvimento na edição impressa)
Oitocentos trajes tradicionais do País mostraram-se ao vivo em Tomar
Manuel João Barbosa
Mais de uma centena de regiões etnográficas do País, representadas por outros tantos grupos e ranchos de folclore, fizeram-se representar na XV Exposição Nacional do Trajo ao Vivo, que a Federação do Folclore Português organizou e levou à cidade de Tomar, constituindo um painel representativo da etnografia nacional, no respeitante a trajes tradicionais. Foram cerca de oitocentos os figurantes que exibiram de forma distinta os trajes de outras épocas, em representação das suas regiões. Muito público assistiu ao maravilhoso desfile, encantando-se com o admirável cortejo das vestes tradicionais.
Foram muitos os nabantinos que no dia 16 de Maio se extasiaram com o desfile de trajes tradicionais, outrora usados nas mais diversificadas regiões do País, e levados à cidade de Tomar, numa organização da Federação do Folclore Português, concretizando assim a sua XV Exposição Nacional do Trajo ao Vivo. (…)
(Desenvolvimento na edição impressa)
NOTÍCIAS
- Grupo de Folclore da Casa de Portugal em Andorra celebra 13 anos com Festival Ibérico
- Rancho “Os Camponeses da Beira-Ria”, de Murtosa, comemorou o 30.º aniversário
- Rancho Folclórico do Cartaxo e Câmara Municipal assinam protocolo para concluir nova sede
- Grupo Folclórico da Corredoura esteve em França
- Feira tradicional em Tendais
- ‘Danças do Mundo’ – Festival Internacional de Folclore nas Terras da Feira entre 15 e 27 de Julho
- Faleceu Rui Aguiar, dirigente do Cancioneiro de Águeda
- Azambuja: Rancho de Vale do Paraíso com sede nova
- Coruche: Rancho “Os Camponeses” de Santana do Mato comemorou as Bodas de Ouro
- Grupo Folclórico de Castelo do Neiva comemorou aniversário com tarde de Folclore
- Grupo da Casa do Povo de Ceira comemorou 47.º aniversário
- Grupo da Casa do Povo de Santa Cruz do Bispo festejou 56 anos
- Rancho Folclórico de Canidelo vai assinalar o 30.º aniversário
- Folclore no 75.º aniversário da Casa do Povo de Vialonga
- Grupo Folclórico de Faro prepara comemoração do 79.º aniversário
- Camponeses do Mondego comemoraram aniversário
- Rancho da Casa do Povo de Aveiras de Cima distinguido em Palma de Maiorca
- “As Tecedeiras” de Bidoeira de Cima na Suíça
- Preito de honra e mérito do Rancho de Torredeita para Arcides Batista Simões
- Etnográfico Danças e Cantares do Minho ofereceu mais um Festival à cidade de Lisboa
- Folclore de qualidade no Festival no Bairro dos Arneiros, Caldas da Rainha
- “Sabores da Glória” levaram à mesa comeres dos casamentos
OPINIÃO
Folclore recreativo, histórico e cultural. Por Bertino Coelho Martins
SECÇÕES
* Esfinge - Sombrias perspectivas! Por Dr. Aurélio Lopes
* PORQUE NÃO TE CALAS?
*FOI NOTÍCIA… HÁ 13 ANOS
FESTIVAIS
Realizações no mês de Junho
NOVOS CORPOS GERENTES
Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores
CARTAS AO DIRECTOR
Peregrinação Nacional dos Ranchos Folclóricos
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EDIÇÃO N.º 160 (JUNHO 2009)
Nota Editorial
Esquecer a tradição…
A televisão, num apontamento de reportagem, exaltava num programa matinal o sentimento das raparigas de Miranda do Douro por “ousarem representar”, citamos, a popularizada ‘dança guerreira’, conhecida como ‘Dança dos Pauliteiros’. Alegava-se que os rapazes descuram a prática tradicional, e vai daí as graciosas moçoilas de Miranda – quais mulheres das tropas greco-romanas… – arregaçaram as mangas, envergaram as vestes guerreiras (?) e de paus em riste, foram à luta, que é como quem diz: à dança de combate.
A popular dança mirandesa dos paulitos terá origem na dança pírrica dos Gregos. Os dançadores simulam o ataque e a defesa na batalha. A representação figurada de actos guerreiros é assim encaminhada para um desempenho estritamente masculino, se quisermos levar à risca a retratação da tradição mirandesa, de tempos seculares. A figuração apresentada pelos grupos tradicionais de Pauliteiros, vem do tempo em que o povo da região transmontana criou a mítica dança – ou a aculturou – exigindo que o seu desempenho seja coisa de homens. Ou a tradição já não é o que era…
A prática que agora grupos de mulheres estão a incrementar, não terá nada do folclore que as gentes transmontanas criaram de forma anónima e que veio a arreigar-se de jeito tão apaixonado entre as comunidades de várias zonas do Planalto Mirandês e não só.
No apontamento televiso, apelava-se a que se “esquecesse a tradição” e se desse ao sexo feminino a prática da dança exclusiva dos homens. Um apelo legítimo pelo direito à recreação, ao divertimento e ao convívio. Mas a representação do folclore acaba aqui. Não chamemos a essas formações grupos tradicionais ou etnográficos, porque não estão de acordo com a génese da criação popular – o facto folclórico.
EDITORIAL
Aí estão os Festivais
Calcula-se que cerca de mil e quinhentos Festivais de Folclore irão animar os fins-de-semana de Maio a Setembro. Julho e Agosto há muito deixaram de ser os meses exclusivos para receberem as programações folclóricas, por razões que se prendem com a falta de disponibilidade dos grupos mais representativos, e também pelo direito a férias dos cooperantes nos meses especiais de estio. Junho e Setembro já se inundam de Festivais, e nalguns casos os meses Março e Abril, e mais tarde de Outubro já recebem muitas realizações, quando existem as alternativas que permitam que o Festival se desenrole em recintos cobertos. Temos assim um já curto período do ano que o movimento folclórico se aquieta nas suas representações cantadas e bailadas, contrariamente ao que se verificava anos atrás. Pelo Norte do País é conhecida uma intensa actividade dos grupos nos meses de Dezembro e Janeiro, recriando e fazendo reviver o folclore religioso do ciclo natalício e o cantar das Janeiras. Uma tradição não arreigada em boa parte do centro e do sul do País. O tradicional costume até já tem honras de espectáculo encenado, mostrando-se nos palcos de sumptuosas salas ou de simples instalações associativas.
Abrimos então os braços à nova época dos Festivais. Alheios a crises sociais e económicas, porque nestas coisas do folclore, tudo anda à volta da carolice, mesmo que haja encargos com a cortesia de oferecer a refeição aos grupos convidados.
DESTAQUES
Espaço vivo de memórias e tradições. Centro de Documentação e Estudos Etnográficos inaugurado na Glória do Ribatejo
Manuel João Barbosa
“Havia ali [na Glória do Ribatejo] um filão etnográfico a explorar”, escreveu Alves Redol em 1938 quando divagou por terras glorianas, e onde permaneceu longa temporada, para escrever a sua tão popularizada obra “Glória, uma Aldeia do Ribatejo”. Com efeito, a Glória – hoje uma das mais prósperas Freguesias do concelho de Salvaterra de Magos – sempre se distinguiu por uma peculiar atitude cultural das suas gentes. Talvez por isso o escritor terá denominado a pacata aldeiazinha de montado de então, como “uma ilha dentro do Ribatejo”.
“Não conheço em todo o Ribatejo percorrido, outra aldeia que irradie mais simpatia por atributo próprio”. Invocamos uma vez mais Alves Redol, que descrevia assim o sentimento que o assolou quando se “hospedou” no pacato lugar da charneca do Ribatejo, plantado entre rico e vasto montado, que espera a machada para, em cada nove anos, oferecer a cortiça.
De forma reiterada temos, nestas páginas, dado a conhecer costumes e hábitos peculiares que diferenciam a cultura gloriana de um outro qualquer recanto do País.
O Folclore do Ribatejo quer apagar o esteriótipo da ‘saia encarnada’
Manuel João Barbosa
Longe vai o tempo em que as vermelhas saias da indumentária das bailadoras dos ranchos do Ribatejo cunhavam a marca dum folclore ilusório da Lezíria – e não só – como o ex-libris do traje da Borda d’Água. A realidade da peça do vestuário feminino tradicional era, contudo, bem diferente daquilo que inúmeras formações queriam fazer ver. A investigação mais recente veio provar alguma contradição no uso quase maciço da garrida saia pelos grupos folclóricos. Afinal, outras matizes eram tão ou mais frequentes nos tecidos, que não só o vermelho. Generalizou-se então a saia encarnada entre os ranchos que se foram formando, copiando o pitoresco exibido por outros, contrariando a realidade etnográfica das respectivas zonas de inserção. O esteriótipo estava criado.
Durante décadas inúmeros grupos da região do Ribatejo espalharam a colorida imagem “etnográfica” da indumentária tradicional feminina, exaltando o alegórico traje – saia vermelha e blusa branca. Vestidas de forma uniformizada, a cor rubra sobressaía no palco da representação, apoiada sempre por uma apurada técnica de execução das danças. As plateias aplaudiam frenéticamente o bonitinho que as encarnadas saias e o sincronismo da execução bailada ofereciam.
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Feira Rural Portuguesa recebeu milhares de visitantes. Velhos costumes na Feira rural em Arcozelo
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A recriação e velhos hábitos de outros tempos, que permitiam trocar por alguns dinheiros os produtos da horta, do fumeiro ou da arte de uma qualquer bordadeira, passaram uma vez mais pelo Parque Santa Maria Adelaide, na popularizada vila de Arcozelo (Vila Nova de Gaia), tão conhecida por factos religiosos ligados ao aparecimento do corpo incorrupto de Maria Adelaide. A iniciativa da Federação do Folclore Português reuniu centenas de vendedores, figurando a tradição retratada por cerca de setenta grupos folclóricos, e recebeu a visita de milhares de visitantes.
A Feira Rural que a Federação do Folclore Português promove desde há 14 anos, levou ao aprazível Parque da conhecida vila de Arcozelo (Vila Nova de Gaia), dezenas de retratos vivos de hábitos de outrora, quando as gentes rurais procuravam, no marcado do largo da aldeia, angariar proventos para a sua sobrevivência, trocando por alguns réis os produtos cultivados nos hortejos ou os enchidos de carne do suíno criado no chiqueiro do quintal. (…)
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Peregrinação de ranchos e grupos folclóricos. Dois mil trajes do folclore nacional matizaram o Santuário de Fátima
Manuel João Barbosa
Cerca de duas centenas de grupos e ranchos folclóricos mostraram em Fátima aproximadamente dois mil trajes das suas representações etnográficas. O Santuário recebeu a VII peregrinação do movimento folclórico nacional, uma iniciativa da Federação do Folclore Português, que conta com o apoio da Reitoria do Santuário. As vestes, simples ou mais elaboradas da tradição portuguesa, coloriram o espaço sagrado,
Grande parte dos grupos folclóricos federados respondeu afirmativamente à chamada da Federação do Folclore Português (FFP), participando em mais uma grande manifestação de representação e de Fé, integrando a peregrinação do folclore nacional a Fátima. A iniciativa, que tem merecido o melhor apoio da Reitoria do Santuário, tem sido extraordinariamente bem acolhida pelos grupos e ranchos de folclore, comparecendo de forma numerosa em representação do movimento folclórico. No dia 26 de Abril estariam no Santuário a cerca de dois mil trajes regionais. (…)
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Manuel João Barbosa
Mais de uma centena de regiões etnográficas do País, representadas por outros tantos grupos e ranchos de folclore, fizeram-se representar na XV Exposição Nacional do Trajo ao Vivo, que a Federação do Folclore Português organizou e levou à cidade de Tomar, constituindo um painel representativo da etnografia nacional, no respeitante a trajes tradicionais. Foram cerca de oitocentos os figurantes que exibiram de forma distinta os trajes de outras épocas, em representação das suas regiões. Muito público assistiu ao maravilhoso desfile, encantando-se com o admirável cortejo das vestes tradicionais.
Foram muitos os nabantinos que no dia 16 de Maio se extasiaram com o desfile de trajes tradicionais, outrora usados nas mais diversificadas regiões do País, e levados à cidade de Tomar, numa organização da Federação do Folclore Português, concretizando assim a sua XV Exposição Nacional do Trajo ao Vivo. (…)
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NOTÍCIAS
- Grupo de Folclore da Casa de Portugal em Andorra celebra 13 anos com Festival Ibérico
- Rancho “Os Camponeses da Beira-Ria”, de Murtosa, comemorou o 30.º aniversário
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- ‘Danças do Mundo’ – Festival Internacional de Folclore nas Terras da Feira entre 15 e 27 de Julho
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- Grupo da Casa do Povo de Santa Cruz do Bispo festejou 56 anos
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- Folclore no 75.º aniversário da Casa do Povo de Vialonga
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- Camponeses do Mondego comemoraram aniversário
- Rancho da Casa do Povo de Aveiras de Cima distinguido em Palma de Maiorca
- “As Tecedeiras” de Bidoeira de Cima na Suíça
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- “Sabores da Glória” levaram à mesa comeres dos casamentos
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